Como parte da estratégica da Força Nacional do SUS (Sistema Único de Saúde) e das secretarias de Saúde do estado e do município para eliminar focos do mosquito Aedes aegypti, começou nesta sexta-feira (27/3), em Dourados, a instalação de 1 mil EDLs (Estações Disseminadoras de Larvicida).
Dourados está em emergência em saúde pública por causa da epidemia de Chikungunya que já matou cinco pessoas, entre elas, dois bebês e três idosos na Reserva Indígena.
Até ontem, a maior cidade do interior de Mato Grosso do Sul tinha 1.915 casos notificados, dos quais 785 foram confirmados e 900 estão em investigação. São 39 pessoas internadas em seis hospitais da cidade.
A primeira Estação Disseminadora de Larvicida foi instalada na Escola Clori Benedetti de Freitas, no Jardim Jóquei Clube (região leste de Dourados), onde há alta incidência do transmissor da doença, além de Santa Felicidade e Santa Fé.
Os primeiros 300 equipamentos chegaram nesta quinta-feira (26/3), e os demais serão ativados nos próximos dias nos bairros Novo Horizonte/Parque do Lago (região oeste) e Piratininga (região norte).
“Quando o mosquito adulto pousa na superfície da EDL, partículas do larvicida se aderem às pernas e ao corpo do inseto. Como as fêmeas preferem visitar muitos criadouros para colocar poucos ovos em cada um, elas disseminam o larvicida para esses criadouros, que viram armadilhas letais para os mosquitos imaturos”, explica a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que desenvolveu o equipamento.