Um vídeo que circula nas redes sociais nesta terça-feira (10/2), provoca, no mínimo, indignação ao mostrar o que seria a castração de um gato realizada em ambiente doméstico, sem estrutura adequada e fora de um contexto profissional, em Dourados. Segundo as informações apuradas, a pessoa que aparece nas imagens é uma acadêmica do curso de Medicina Veterinária, e o procedimento teria ocorrido no último domingo (8/2), com a "ajuda" da irmã.
Como as imagens são fortes, a reportagem do Ligado Na Notícia não exibirá o material nesta matéria.
As imagens mostram o animal sendo submetido a uma intervenção em local impróprio, com uso de instrumentos incompatíveis com a prática cirúrgica e sem condições mínimas de higiene, anestesia e segurança, o que levantou suspeitas de maus-tratos e de exercício irresponsável da atividade veterinária.
O caso chegou ao conhecimento da vereadora Karla Gomes, que, diante da repercussão e das denúncias feitas por protetores independentes e entidades de defesa animal, buscou esclarecimentos junto à instituição de ensino à qual a estudante está vinculada. A universidade informou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e as medidas internas serão adotadas.
Por se tratar de uma acadêmica, o ato criminoso e cruel afasta, neste momento, a caracterização de exercício ilegal da profissão. Ainda assim, as ONGs de proteção animal já iniciaram os trâmites para formalizar denúncia na delegacia especializada, a fim de que o caso seja apurado pelas autoridades competentes e pelo Ministério Público.
A instituição de ensino ressaltou que o fato não ocorreu em suas dependências, mas afirmou que seguirá rigorosamente o que prevê seu regimento interno no âmbito acadêmico, assim que houver a formalização das denúncias.
Para protetores e representantes da causa animal, o episódio gera preocupação não apenas pelo sofrimento imposto ao animal, mas também pelo impacto negativo à imagem da Medicina Veterinária, profissão pautada pela ética, pela ciência e pelo respeito à vida.
As entidades defendem que situações como essa sejam investigadas com rigor, para que não sejam naturalizadas nem repetidas.
As ONGs informaram que seguem reunindo provas e acompanhando o caso, enquanto aguardam as providências das autoridades policiais e dos órgãos responsáveis.
Até a publicação desta reportagem, o Conselho Regional de Medicina Veterinária não havia se manifestado.