Jean Gabriel Rapini de Souza morreu após confronto com policiais do Batalhão de Choque da PM (Polícia Militar), na noite desta segunda-feira (10/8), na Rua Manoel Ferreira, próximo ao IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande.
Segundo a Polícia Militar, a equipe fazia patrulhamento pela Avenida Duque de Caxias quando identificou um veículo utilizado para transporte por aplicativo. O comportamento do passageiro levantou suspeita dos agentes, que acompanharam o carro até a Rua Manoel Ferreira, onde foi realizada a abordagem.
O motorista desembarcou e informou que trabalhava como motorista de aplicativo. Jean Gabriel, que estava no banco do passageiro, permaneceu dentro do veículo mesmo após receber ordem para sair.
Conforme o relato policial, diante da resistência, uma nova ordem foi dada. Nesse momento, Jean Gabriel teria saído abruptamente do carro segurando uma arma de fogo e efetuado um disparo na direção dos policiais.
A equipe reagiu e houve confronto. O indivíduo foi atingido e caiu ao solo. Depois que a ameaça foi contida, os policiais se aproximaram, fizeram o desarme e encontraram com ele um revólver calibre .32 e 26 pinos de cocaína, com peso total de 16,6 gramas.
O serviço de atendimento médico foi acionado pela própria equipe do Choque. Jean Gabriel foi socorrido e levado para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Almeida, onde recebeu atendimento, mas não resistiu aos ferimentos.
A ocorrência foi encaminhada para os procedimentos de Polícia Judiciária Militar, com acionamento da perícia e adoção das medidas necessárias para preservar e recolher as armas e demais elementos relacionados ao confronto.
Histórico policial
De acordo com o levantamento apresentado pela Polícia Militar, Jean Gabriel tinha registros de ocorrências desde 2018.
Naquele ano, o autor foi autuado em um caso de receptação. Nos anos seguintes, os registros incluem roubos, inclusive com emprego de arma de fogo, associação criminosa, porte ou posse de arma, lesão corporal e outros crimes.
Em 2020, segundo a síntese apresentada pela corporação, houve registros de diversos roubos armados, associação criminosa, restrição da liberdade de vítimas e um roubo qualificado com resultado morte, além de ocorrências de ameaça, desacato, vias de fato e lesão corporal.
Em 2021, constam registros por lesão corporal no contexto de violência doméstica e porte de drogas para consumo. Em 2023, Jean Gabriel aparece apenas como suspeito em uma ocorrência de furto.
Já em 2025, o levantamento aponta registros relacionados a ameaça, injúria, vias de fato, descumprimento de medida protetiva e lesão corporal contra mulher, incluindo prisões em flagrante.
A Polícia Militar informou que as circunstâncias da intervenção que terminou com a morte de Jean Gabriel serão apuradas pelas autoridades competentes.