Morreu na manhã desta quarta-feira (8/7), durante confronto com policiais da Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos), em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguaia, Robson Dantas Moreira, de 35 anos, condenado por envolvimento na execução do investigador da PC (Polícia Civil) Wescley Vasconcelos Dias, ocorrido em 2018.
Robson cumpria pena em regime semiaberto, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, e foi localizado com droga e um revólver calibre 38, segundo informações da PC (Polícia Civil).
Durante a ação, o condenado teria reagido e foi atingido por tiros, chegou a ser socorrido pelos próprios agentes, no entanto, já chegou morto ao HR (Hospital Regional) de Ponta Porã.
Equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos estão na região de fronteira com Pedro Juan Caballero desde segunda-feira (6/7), com o objetivo de intensificar ações de repressão à criminalidade.
Na noite desta terça-feira (7/7), os investigadores foram informados de que um homem estaria escondido em uma casa na Vila Ministro Salgado Filho com arma de fogo e drogas. Na manhã de hoje, uma equipe foi até o local e durante tentativa de abordagem, o indivíduo teria reagido utilizando o revólver “tornando necessária a intervenção policial para cessar a agressão”.
A perícia criminal e o delegado plantonista de Ponta Porã foram acionados para adotar as providências para apuração da ocorrência.
Policial executado
O policial Wescley Vasconcelos Dias foi morto com pelo menos 25 tiros de fuzil calibre 7,62, no dia 6 de março de 2018, em Ponta Porã. As investigações revelaram que o crime teria sido determinado pelo narcotraficante Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, o “Minotauro”, que na época liderava o PCC (Primeiro Comando da Capital).
A morte do civil foi motivada depois que ele descobriu a verdadeira identidade do narcotraficante e iniciou diligências para tentar prendê-lo.