O que inicialmente foi apresentado como uma sequência de acidentes domésticos terminou com a prisão de um casal e um bebê de apenas um ano e oito meses hospitalizado com fratura no fêmur e múltiplas marcas de agressão, em Dourados.
O caso aconteceu por volta das 15h desta segunda-feira (16/2), quando a GMD (Guarda Municipal de Dourados) foi acionada para ir até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) atender denúncia de possível agressão contra a criança.
Na unidade de saúde, os guardas foram informados que o menino havia dado entrada acompanhado da mãe e do padrasto, ambos de 19 anos.
Eles relataram aos agentes que o bebê
teria caído da cama por volta das 4h, batendo o rosto em um bebê conforto que estava no chão, causado um hematoma no olho. Também afirmaram que, mais cedo, durante o banho, o menino teria escorregado do tanque, provocando uma lesão na perna esquerda.
No entanto, durante o atendimento, o médico informou à equipe que as lesões não eram compatíveis com as versões apresentadas. A criança apresentava hematoma na região ocular, lesão na testa, marca de mordida nas costas e dor intensa na perna esquerda, que já estava imobilizada.
O exame de raio-X confirmou o quadro mais grave: fratura no fêmur esquerdo.
Diante das contradições, a equipe voltou a questionar os responsáveis. Foi então que o padrasto confessou as agressões. Segundo relato, ele chegou em casa após ingerir bebida alcoólica e encontrou o menino chorando sobre a cama. Nesse momento, desferiu um chute no rosto da criança, fazendo com que ela caísse. Quando o bebê tentou subir novamente, recebeu outro chute, desta vez na região das costelas.
Ainda conforme a confissão, o homem pegou o menino pela perna e o lançou sobre a cama — ação que pode ter causado a fratura.
A mãe também assumiu ter mordido a criança na parte superior das costas.
Diante disso, o delegado de PC (Polícia Civil) presente na UPA deu voz de prisão aos dois. A mãe foi encaminhada à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário). O padrasto foi levado em viatura da Polícia Civil.
A criança permaneceu sob cuidados médicos na UPA e aguardava transferência para o HV (Hospital da Vida).
O caso segue sob investigação.