Após a execução do jovem identificado como “Arthurzinho”, jurado de morte por facção, segundo publicações que circularam nas redes sociais, a PC (Polícia Civil) deflagrou nesta quinta-feira (3/9), operação contra o CV (Comando Vermelho), tendo como alvos Fabiano Otávio da Silva Amorim, de 19 anos, e um adolescente, de 14.
Segundo o Campo Grande News, a ação conta com apoio de policiais da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) e da Derf (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Roubos e Furtos).
Até o momento, não foram divulgados oficialmente os números de mandados expedidos ou cumpridos, mas as diligências continuam em andamento em diferentes pontos da cidade.
A movimentação policial ocorre dois dias depois da execução do também adolescente, de 17 anos, que aparecia em uma lista divulgada nas redes sociais como supostamente “decretado de morte” pelo Comando Vermelho.
O crime aconteceu na noite de terça-feira (1/9), em uma residência na Rua Ivo Fabres de Queiroz, em Paranaíba. A Força Tática da PM (Polícia Militar) foi acionada pelo 190 após denúncia de disparos de arma de fogo e de uma possível vítima em óbito.
Ao chegar ao endereço, os policiais encontraram a proprietária do imóvel em estado de choque, amparada por populares. Dentro da casa, na cozinha, estava o menor caído de costas, com várias perfurações provocadas por tiros, principalmente na região da cabeça.
Cápsulas de munição calibre .380 foram encontradas espalhadas pelo local.
O Corpo de Bombeiros foi chamado e confirmou a morte. A área foi isolada para preservação da cena do crime e as testemunhas que estavam na residência foram ouvidas separadamente.
Ainda de acordo com o site da Capital, o autor do crime seria negro, de estatura mediana e magro. Ele vestia blusa de frio preta e calça jeans, estava com o rosto descoberto e teria chegado ao imóvel a pé.
Para entrar na residência, o homem teria dito à moradora que precisava falar com o adolescente sobre a entrega ou retirada de um objeto. A mulher entrou para consultar o jovem, que afirmou não conhecer o visitante.
Na sequência, o suspeito teria invadido a casa armado, seguido até a cozinha e efetuado vários disparos à queima-roupa contra o jovem. Na fuga, o suspeito ainda teria apontado a arma contra a mulher antes de seguir a pé em direção à Rua Theódulo Mendes Malheiros.
Testemunhas relataram ainda que, durante a fuga, ouviram uma comemoração feita pelo suspeito ao telefone. A informação é analisada pela polícia como um dos elementos da investigação para esclarecer se houve premeditação e se a execução teria sido encomendada.
A Polícia Civil investiga a dinâmica do homicídio, a autoria, a motivação e uma possível relação entre a execução e a lista que circulou nas redes sociais com nomes de pessoas supostamente marcadas para morrer.