A transição da equipe médica que atua nas áreas verde e vermelha do HV (Hospital da Vida) e da UPA (Unidade de Pronto Atendimento), além da linha de frente da pediatria da Unidade, está marcada para o dia 5 de maio, em Dourados. A empresa vencedora do processo licitatório aberto pela atual administração municipal, assume com a promessa de melhorias substanciais no atendimento à população.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, a empresa já apresentou plano de trabalho à Secretaria e à direção da Funsadu (Fundação de Serviços de Saúde), incluindo a escala com os nomes dos médicos plantonistas e o compromisso de reforçar o quadro de profissionais.
O edital para contratação de empresa especializada na prestação de serviços médicos em regime de plantão presencial foi publicado pela Fundação no dia 17 de outubro de 2025. Apesar de manter vínculo com cerca de 50 médicos, a empresa que atualmente presta o serviço optou por não participar do processo licitatório.
“Essa empresa poderia ter concorrido, apresentado proposta e até vencido a concorrência pública, mas decidiu não participar”, afirmou o secretário. Ele ainda destacou que não existe vínculo empregatício entre a Funsaud e os médicos da empresa atual, já que todos são contratados pela prestadora de serviço.
“Dessa forma, não haverá demissão de médicos, como esses profissionais estão falando”, disse.
Ele acrescentou que a empresa vencedora ofereceu a continuidade dos trabalhos aos profissionais que já atuavam na escala, mas cerca de 95% recusaram a proposta. “A decisão de não trabalhar mais no Hospital da Vida e na UPA foi desses profissionais e não da Funsaud”, completou.
O pregão que definiu a nova prestadora ocorreu em 3 de novembro de 2025, tendo como vencedora a empresa Equipe Group, de Londrina (PR). Atualmente, a empresa contratada, com sede em Cuiabá (MT), recebe R$ 124 por hora trabalhada. O edital fixou o valor de referência em R$ 137,83 por hora, mas a vencedora apresentou proposta de R$ 93 por hora, o que representa redução aproximada de 25% em relação ao valor atualmente praticado.
Apesar da economia, o secretário reforça que a mudança não ocorre apenas por redução de custos, mas pela necessidade de regularizar a contratação, já que a empresa atual foi contratada durante o período da pandemia de Covid-19.
Outro ponto destacado é a exigência de maior qualificação dos profissionais. Os médicos que atuarão nas áreas verde e vermelha do Hospital da Vida e na UPA deverão apresentar certificações em ATLS (Suporte Avançado de Vida no Trauma), ACLS (Suporte Avançado de Vida em Cardiologia) e PALS (Suporte Avançado em Pediatria).
Segundo o secretário, o curso PALS, da AHA (American Heart Association), é uma certificação essencial voltada ao atendimento avançado de emergências pediátricas. Essa exigência não constava no contrato anterior, mas passou a ser obrigatória no edital mais recente. A empresa vencedora já apresentou profissionais com essa qualificação.
O edital também estabelece critérios para a composição das equipes. O médico supervisor deverá ter residência médica na especialidade de Emergência e, além disso, possuir pelo menos uma das certificações exigidas (ATLS, ACLS ou PALS). Já os médicos clínico-gerais precisarão ter, obrigatoriamente, ao menos um desses cursos.
A expectativa da gestão é de que a nova equipe contribua para elevar o padrão de atendimento nos serviços de urgência e emergência do município.