Anderson Ribeiro Hartkoff, de 19 anos, baleado na noite deste domingo (14/6), em frente à própria casa no Bairro Idelfonso Pedroso, em Dourados, foi vítima do CV (Comando Vermelho), isso porque, segundo o boletim de ocorrência, ele se aliou ao PCC (Primeiro Comando da Capital) depois de ter sido rejeitado pela primeira facção mencionada.
Mais cedo a reportagem mostrou que o rapaz foi atingido por três tiros – um no braço esquerdo, outro no peito e o terceiro na região da barriga – todos de pistola calibre 40. A informação é de que os atiradores conseguiram entrar no condomínio e um deles foi até o apartamento da vítima, onde estava a irmã, de 16 anos e um amigo.
O outro comparsa ficou no pátio e após o atentado, ambos fugiram do local.
De acordo com o que consta no registro policial, um familiar de Anderson contou que ele foi jurado de morte pelo Comando Vermelho após se aliar ao Primeiro Comando da Capital.
Dinâmica do atentado
O boletim de ocorrência detalha que por volta de 21h30 de ontem, o rapaz estava no quarto quando um homem chegou na porta chamando pelo “Alemão”. A adolescente atendeu o desconhecido, que carregava um capacete na mão.
Ao entrar no apartamento, ele pegou a pistola que escondia no capacete e disparou pelo menos cinco tiros, dos quais, três atingiram o homem que mesmo ferido, conseguiu pular a janela e se esconder no apartamento da sua mãe.
Os atiradores fugiram pulando os muros do condomínio. Enquanto isso, Anderson foi socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) até o HV (Hospital da Vida), aonde permanece internado. A informação da polícia contraria a anterior, de que o rapaz foi levado para o hospital por familiares.
A PC (Polícia Civil) recolheu as imagens de câmeras de monitoramento do condomínio para tentar identificar os suspeitos.