Não mostrou arrependimento, diz delegada sobre pintor que se enforcou após matar a ex

A delegada da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Joilce Ramos disse a manhã desta quarta-feira (31), que antes de cometer suicídio, o pintor Fábio Braga do Amaral, 39 anos, que matou a ex-companheira Érica Aguilar Pereira, 38 anos, não teria mostrado arrependimento.

Joilce contou que Fábio contou várias versões para o crime desde a sua prisão, em Bodoquena. Mas, que as versões dadas pelo pintor não condiziam com a cena do crime encontrada pelos policiais. Ele teria dito que Érica estava tentando se jogar do apartamento, quando a teria puxado e tapado a sua boca para que parasse de gritar.

Mas, segundo a delegada a versão não condiz já que o corpo da vítima foi encontrado amarrado em cima da cama. Ele ainda teria tentado estrangular a filha de Érica, mas a menina acabou acordando, e para disfarçar pediu para que a adolescente fosse até o quarto da mãe para vê-la, já que não estava bem.

A delegada ainda contou que ele se mostrou frio e que na realidade sabia a todo o momento o que havia feito. No dia em que se enforcou na cela, Fábio repetia a todo o momento que não queria ser mandado novamente para o presídio, ele já havia cumprido oito anos por estuprar a esposa.


Prisão

Fábio Braga foi preso na cidade de Bodoquena na manhã de domingo (28) pela equipe do GOI (Grupo de Operações e Investigações). Conforme levantamento da Deam, o homem estava trabalhando e morando na cidade. Ele foi preso quando chegava em uma casa em construção, onde ele estava trabalhando. O homem foi levado para a delegacia de Polícia Civil de Bodoquena e nesta segunda-feira (29) encaminhado para Campo Grande.

Ao chegar na Deam, Fábio disse que não tinha intenção de matar Erica e no dia do crime, a vítima teria tentado pular do apartamento dizendo que iria chamar a mulher dele. O pintor ainda disse que Erica queria ficar com ele, mas havia se recusado por ser casado. Conforme relato do suspeito, houve tentativa de tapar a boca da vítima, que estava gritando na janela, em um momento de desespero, e que ainda tentou reanimá-la ao perceber que ela havia desmaiado.

Fábio contratou advogado, combinou de se entregar no dia 13 de junho, dois dias após o crime, mas desistiu e fugiu. Desde então, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva, que foi deferida pela Justiça e ele se encontrava foragido.

O crime

Érica Aguilar foi morta no dia 11 de junho em Campo Grande por Fábio, que mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima. A filha dela contou para a polícia que na data do crime Fábio passou na casa da família, pegou a vítima, os dois filhos dela e deixou eles em um local para lanchar. Ele pagou a conta e depois voltou para buscar os três.

A adolescente de 15 anos, entrou com o irmão no quarto para dormir e escutou a mãe e o pintor conversando, mas não ouviu nada suspeito. Momentos depois, a menina acordou com Fábio só de cueca tentando asfixiá-la com uma espécie de manta. Nesse momento Fábio se vestiu e fez sinal para que ela ficasse quieta.

Ele pediu para que a adolescente pegasse um boné, mas ao retornar, a menina encontrou a mãe sem os sinais vitais. A filha de Érica contou que já fazia um tempo que o Fábio e a mãe não se encontravam.

(Mídia Max)