O motorista da caminhonete Toyota Hilux, que bateu contra duas carretas na BR-463, entre Dourados e Ponta Porã, na noite desta terça-feira (27/10), foi identificado como Alexssandro Ferreira Nogueira, de 41 anos, vereador do município de Angélica.
Alexssandro ficou preso às ferragens após a batida com os veículos de carga, foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), sendo levado ao HV (Hospital da Vida), em Dourados.
O acidente aconteceu no trecho entre o trevo de acesso a Laguna Carapã e o Clube do Laço, e a Hilux invadiu a pista contrária, atingindo uma carreta carregada com milho, conforme informações da PRF (Polícia Rodoviária Federal).
Depois da primeira batida, a caminhonete rodou sobre a rodovia e atingiu um segundo veículo de carga, com placas do Paraguai, que transportava arroz. A carreta carregada com milho saiu da pista e tombou às margens da estrada. Parte da cabine ficou em uma área alagada.
O motorista dessa carreta sofreu ferimentos leves, enquanto o condutor do veículo paraguaio não se feriu.
O caminhoneiro que transportava milho relatou que a Hilux vinha em alta velocidade e com os faróis altos. Segundo ele, não houve tempo para evitar a colisão frontal, e o impacto fez com que perdesse o controle da direção.
A parte dianteira da caminhonete ficou completamente destruída.
Vereador preso por contrabando
O vereador Alexssandro Ferreira Nogueira já foi preso em flagrante pelo crime de contrabando, em junho de 2025, na MS-276, em Fátima do Sul, pela Força Tática da PM (Polícia Militar).
Ele transportava cigarros contrabandeados e ainda no mesmo dia, conseguiu a liberdade mediante medidas cautelares determinadas pela Justiça Federal. Entre as condições impostas estavam o uso de tornozeleira eletrônica, o recolhimento domiciliar durante a noite nos dias úteis e em período integral aos domingos e feriados.
O parlamentar ainda ficou proibido de portar armas, consumir bebidas alcoólicas ou drogas, mudar de endereço sem comunicar à Justiça e manter contato com pessoas envolvidas no crime.
À época, Alexssandro já respondia a um processo relacionado a outro caso de contrabando, registrado em 2023.