Leandro de Oliveira Silva, de 46 anos, o policial penal preso após ser flagrado com 400 gramas de maconha e seis munições calibre 38 dentro do carro, no último domingo (15/3), foi colocado em liberdade provisória após audiência de custódia realizada nesta terça-feira (17/3).
Por pelo menos 90 dias, o agente penal será monitorado por tornozeleira eletrônica, conforme a decisão judicial.
O pedido de liberdade provisória foi feito pelos advogados de defesa Renan Souza Pompeu e José Edilson Cavalcante.
Lotado no setor de videoconferência da PED (Penitenciária Estadual de Dourados), Leandro já vinha sendo investigado pelo serviço de inteligência da Polícia Penal suspeito de levar drogas para dentro da unidade prisional.
Apesar disso, o juiz Ricardo da Mata Reis entendeu que, neste momento, não há elementos suficientes para justificar a prisão preventiva, homologou o flagrante, mas concedeu liberdade provisória com imposição de medidas cautelares – monitoração eletrônica, proibição de deixar a comarca sem autorização judicial e afastamento do cargo de policial penal.
Leandro também está proibido de acessar qualquer unidade prisional vinculada à Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e teve o armamento, distintivos, credenciais funcionais e demais itens ligados à função recolhidos. O acesso aos sistemas institucionais utilizados na atividade profissional também foi suspenso.
A prisão
Conforme noticiado no início da semana, Leandro foi abordado pela PM (Polícia Militar) após denúncia de que estaria transportando entorpecente em um Honda City cinza, ano 2018, com placas de Itápolis (SP). A abordagem ocorreu nas proximidades da Praça do Cinquentenário, em Dourados.
Durante a vistoria no veículo, os policiais encontraram uma caixa de som portátil, trazida do Paraguai, contendo dois pacotes de maconha e os cartuchos de munição para revólver 38.