Após dez anos atuando em Dourados, o contrato entre a prefeitura e a empresa EXP Parking (Explora Participações em Tecnologia e Sistema da Informação LTDA), o parquímetro, chegou ao fim. O termo de encerramento está publicado no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (4/2).
O documento é assinado pela diretora-presidente interina da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Rosana Fatima Ramos Gonçalves e apesar da data da publicação, o fim do contrato está vigente desde a última segunda-feira (2/2).
Desta forma, a empresa deixa de gerenciar, organizar e a explorar o serviço nas ruas e avenidas da maior cidade do interior do estado. O sistema de cobrança estava implantado especialmente na região central, abrangendo Avenida Marcelino Pires, Joaquim Teixeira Alves, Weimar Gonçalves Torres, entre outras vias.
Segundo Rosana Fátima Ramos Gonçalves, foram feitas inúmeras tratativas com a empresa concessionária a fim de buscar uma melhor prestação de serviço, as quais foram inválidas. Diante disso, o prefeito Marçal Filho determinou não renovar o contrato e elaborar uma nova licitação para a seleção de outra empresa que possa assumir o serviço.
"Diante de reclamações da população com o serviço, em especial por problemas no aplicativo, falta de monitores para atendimento nas ruas e falta de tag para ‘abastecer’, o prefeito Marçal Filho orientou que a Agetran elabore um novo certame e selecione a empresa que irá atender a contento a demanda dos cidadãos douradenses e de toda a população da região que utiliza o serviço”, explicou Rosana Gonçalves.
O sistema da EXP já está sendo desmontado na área central, durante esta semana.
A diretora-presidente da Agência pede para que a população mantenha a organização ao estacionar e siga respeitando as vagas destinadas a idosos e portadores de deficiência. “Essas vagas regulamentadas pela legislação seguirão passando pela fiscalização da Agência Municipal de Trânsito e os motoristas que estiverem estacionados irregularmente, sem o devido credenciamento, poderão ser multados”, alerta.
Rosana cita que em relação aos usuários que ainda tinham créditos para usar, via aplicativo, haverá uma definição que será divulgada posteriormente para que esses não sejam lesados. “Será definida uma forma para que essas pessoas não percam os valores já adquiridos para uso em estacionamento, o que será posteriormente divulgado pela prefeitura”.
O encerramento do serviço já era previsto, já que o contrato entre a empresa e a prefeitura era de dez anos.
Vale mencionar que por diversas vezes o sistema foi alvo de reclamações por parte dos usuários, como a ausência de atendentes, falta de ‘tag’s’ para comercialização, dificuldade em realizar pagamentos, falta de manutenção na pintura da sinalização das vias e calçadas, e da identificação de números de vagas para estacionamento.